sábado, dezembro 14, 2002


Minha vida de cachorro... molhado

Reclamei tanto do calor que estava fazendo, e portanto do responsável por isso (São Pedro), que ele acabou mandando esta chuvinha chata e interminável. Se por um lado é bom a associação Chuva/Casa/Caminha, por outro, se você tem o que fazer na rua fica horrível 'umachuvinhanascostas'. Hoje, por exemplo, não teve treino de arco e flecha pois a pista de tiro é ao ar livre. Acordei 8 horas da manhã, tomei banho e quando fui sair me lembrei de que arco e flecha é cancelado quando chove. Solução: Voltei pra cama.

Aproveitei as manhãs chuvosas para pegar uns livrinhos e ler. Resolvi dar um tempo nas leituras sobre assuntos bélicos. Também toda vez que sento em uma mesa para conversar com as pessoas fica até chato eu falar novamente de guerras, guerrilha, táticas e estratégias, história e etc. Só mesmo o Jorge para aguentar meu papo infinito sobre este assunto. Também não dá pra ficar só falando de Kung Fu (que só o Jorge aguenta, também). RI's nem pensar. Mas confesso que é foda você gostar tanto de um assunto e ninguém se interessar por ele. Aí você começa a falar com as paredes, falar sozinho - um passo para a esquizofrenia.

Resolvi ler um romance japonês (Omamori) até porque não achei meu Xogum, li um livrinho legal chamado A Saga dos Otori e iniciei a leitura do Identidade Bourne (que devia ter devolvido pro Jorge uns 3 meses atrás). É, gosto de ler um monte de coisa ao mesmo tempo. Acho que a maioria dos meus amigos faz isso também. Quero ver se pego o I Ching para reler. Queria uma versão em português porque ler filosofia chinesa em inglês é dose. Bom, para mim é. Lembro uma vez que o Onofre mandou eu ler Kant em inglês - foi um martírio. De fato, detesto essa língua e estudo somente por obrigações da 'grobalização´.

Até preciso de um favor daqueles que ainda estão na PUC (Lets, Camila, Pedro ou Sol), ver se alguém pega um livrinho lá para mim (se é que tem). O livro é Os Sete Pilares da Sabedoria do Lawrence - em português. Sei que se pode pegar livro nas férias e queria ver se consigo pegar ele lá. Me perguntem: É sobre guerra? Sim, sobre a independência dos árabes na guerra com os turcos (início do século XX). Inclusive vi o filme na semana passada. Muito legal.

Falando de filmes, eu disse que vi o Mullholland Drive (louco, louco, muito louco), vi também essa semana o Exorcista, o Iluminado e Dr. Fantástico. Acreditem ou não foi a primeira vez que vi o Exorcista. Quando criança minha mãe me deu o livro para ler (maldade não?) e me borrei tanto que nunca tive coragem de ver o filme. O fato é que me decepcionei com o filme. Me senti um idiota em pensar que adiei tanto para ver esse filme. Só o lance do crucifixo é que me deixou meio neurado (mais pelo sangue em si do que por ser uma masturbação demoníaca).

Dr. Fantástico e Iluminado são ótimos. Vi também Lobo, com a bela (Michelle Pfeifer) e a fera (Jack Nicholson). Mas vou parar de falar dos filmes que vi porque os críticos de cinema do blog são o Dark e o Meyer. Só para concluir a onda de filmes e como sou um bom homem cebolinha vi: Cidade dos Anjos, Mensagem para você e Alta Fidelidade. O primeiro é um dos Top Ten para ver com a patroa. Acho a Meg Ryan linda e o adoro os filmes do Nicholas Cage.

Pode ser que a filmoteca do Senhor da Guerra ceda espaço entre Coração Valente e Gladiador para filminhos água com açúcar tipo Cidade dos Anjos (que tem um trilha sonora de babar).

Por fim, continua chovendo. Hoje tem Bodas de Ouro dos meus avós (onde vai estar a parentada escrota toda comendo e bebendo 'de grátis') e vou ter que ir lá gastar meus sorrisos forçados do mês. Compromissos sociais são um saco. Não sei se vou como Mestre Yoda ou como Senhor da Guerra (esquizofrênico heim?). Decido depois.

De qualquer forma fico por aqui.

Ali Va Afar, o Senhor da Guerra







quinta-feira, dezembro 12, 2002


Eu voltei meus caros amigos. Depois de uma curta temporada em meu asilo politico na Ilha da Garganta Profunda, consegui reorganizar meus guerreiros e estou novamente na ativa.

Retomo meus planos de conquistar o mundo, reconstruo minhas aliancas, reorganizo minhas forcas e volto a trucidar meus inimigos (so nao consigo mesmo e reconfigurar esta bosta de teclado).

Ali Va Afar, o Senhor da Guerra

quarta-feira, dezembro 11, 2002



Blog chato; blog pretensioso; blog desprestigiado; blog arrogante; blog vazio; blog descuidado; blog irritante; blog egocibercêntrico; blog sem arte; blog sem vida; blog fracassado; blog inculto; blog não poético; blog não filosófico; blog mal agradecido; blog desvinculado; blog desarticulado; blog marginal; blog paralelo; blog atemporal; blog apolítico; blog não literário; blog patético; blog hermético; blog vicioso; blog viciado; blog incompreendido; blog incompreensível; blog sem função; blog sem graça; blog desgraça; blog apocalíptico; blog ofídico; blog maldito; blog mal visto; blog amaldiçoado; blog enterrado; blog exorcizado; blog desmascarado; blog morto.....

e terminaremos como começamos...

...no vazio, do vazio e para o vazio
.

segunda-feira, dezembro 09, 2002


Guerra aos Inhames – Matadores de peixes

Bom, a saga de leituras sobre a temática da guerra continua. Depois de Sun Tzu, Clausewitz, Lawrence e outros, agora me empenho em ler as obras que derivam destes autores clássicos. Tive o prazer de encontrar com a ilustríssima professora de História das RI’s I Virgínia Maria na festa de formatura da patroa. Ficamos horas e horas conversando.

Nesta conversa bateu uma certa nostalgia do meu tempo de estudante de RI’s. Como tínhamos professores de alto nível nesta época. Virgínia, Amaury, João Emílio (in memoriam), Oswaldo, Wilba, Beth, Ribas, Gilmar. Outros continuam no curso como o Onofre, o Alisson, o Carlos Aurélio, ou seja, só professores de altíssimo nível.

É óbvio que bons professores também entraram depois, e também entraram alguns bem fracos (mas não serei anti-ético expondo-os). Era uma época boa, de grandes e fervorosos debates, de disputas intelectuais saudáveis (outras nem tão saudáveis assim), de aprendizado acima de tudo.

Este tempo passou, e graças a deus que passou. Mas, enfim, recordar de professores como a Virgínia é sempre bom. Melhor ainda é poder ficar horas conversando com eles. Na festa em questão conversei ainda um pouco com o meu grande amigo Alexandre (O Alexandre de contabilidade), que busco sempre manter contato. Ainda bati um papo com antigos colegas, alguns bem sucedidos profissionalmente, outros, como eu mesmo, nem tanto. Ri com o Paulinho do xerox, que foi funcionário homenageado e mais algumas figuras e colegas de outras turmas. Foi divertido.

Encontrei pessoas que não gostam de mim e que eu também não gosto, mas sempre mantendo a cordialidade necessária para eventos sociais de profissionais da mesma área.

Descobri o quanto pudemos aprender nestes anos que ficamos na faculdade e o quanto nos tornamos capazes de estabelecer diálogos intelectuais interessantes com nossos antigos ‘mestres’.

Mas comecei falando de guerra. Pois é, já estou no meu sétimo livro consecutivo sobre esta temática. Se alguns gostam de ONG’s, de meio-ambiente, de estrangeiridade, de finanças e comex, eu gosto deste negócio chamado guerra. Gosto mais especificamente de teoria da guerra, história da guerra e afins. Adoro um ‘gênio guerreiro’ (do bem e do mal), adoro os movimentos históricos em função das lutas entre os povos, adoro entender antecedentes, motivações, conseqüências deste fenômeno tão real e tão humano (e ao mesmo tempo des-humano).

Mas porque estudar tanto a guerra? Porque passar horas, dias, meses estudando um fenômeno tão ‘horrível’? Para que perder tempo com Athila, Bonaparte, Genghis Khan, Hitler , Saladin e Lawrence se você pode ler uma poesia, um grande romance, ver um bom filme? Ora, eu quero estudar e entender a guerra para buscar a paz.

Queria eu saber tanto de guerra que saberia como evita-la? Seria um Gandhi que seguiria mais que seu próprio coração, compreenderia também as coisas em seus aspectos técnicos, teóricos. Sei lá. Também, poderia aprender a controlar meu gênio brutal, frio, arrogante e insensível. Me vi várias vezes adotando um postura ditatorial impressionante (que deixaria Hitler com medo de mim). Hahahahaha

O fato é que declarei guerra aos inhames após a morte do digníssimo Atauholfo. Para mim ele foi assassinado (bem no estilo de Teoria da Conspiração) e as evidências foram deliberadamente plantadas para confirmar a tese de suicídio. Não, o Beta não suicidou.

Veja minha teoria: O suspeito lavou o aquário do pobre coitado e inseriu um babosa para ‘enfeitar’ a moradia do beta. A babosa intoxicou o aquário do coitado, afinal de contas, para aquário só se usa plantas AQUÁTICAS. O peixe veio então a falecer. Como o suspeito sabia que o Atauholfo tinha histórico suicida e vendo que ele havia morrido por sua causa, o piscicída retira o falecido do aquário e o coloca no chão. Causa mortis: suicídio. A vida seguiria normalmente no centro eclético se não houvesse algumas evidências que corroboram a tese em contrário.

O Beta foi morto e não cometeu suicídio como o hippie espera que acreditemos. Atauholfo estava seguro de si, havia quem cuidava dele. Ele estava de bem com a vida. Era um peixe forte, saudável, resistente. Abandonara as depressões corriqueiras. E isso foi interrompido por um hippie que não entende porra nenhuma de natureza.

Primeiro foram os caranguejos, depois o gato é internado, agora o beta. Há algo de podre no reino da Hippolândia. Se eu fosse o dono dos bichos eu chamaria de imediato Ace Ventura, detetive de animais.

Por isso farei um minuto de silêncio em homenagem ao meu mais ilustre aluno de Kung Fu: Atauholfo, o Peixe-Fu............

Continuando. Como pode um peixe vivo viver no centro eclético? Como pode um gatinho ficar sempre doente? Como podem morrer dois caranguejos em tão pouco tempo? Lá no centro eclético só sobreviverão baratas e hippies, sub-espécies, cujo ambiente tem que ser o mais inóspito e intragável possível.

Vou criar também um novo golpe de Kung Fu em homenagem ao Atauholfo: A Rabada Beta. Vocês hippies vão ver.

Fico por aqui, realmente triste como falecimento de nosso amiguinho, esperando que os culpados não saiam impunes.

Assine abaixo se você gostava do Atauholfo

Ro (Beta) - Ex-Noiva do Falecido
Aquaman
Fumaça
Tutubarão
Aquático
Lula Lélé
.....

Bobagens

Não tenho conseguido ficar quieto. Semana passada foi uma sessão grotesca de eventos sociais por conta da formatura da minha patroa, que durou até terça desta semana que passou. Quinta e sexta sofri com o calor bizarro que vem fazendo nesta cidade. Como disse, perdi quase três quilos em dois dias. Sábado tentei treinar meu arco e flecha mas tinha exame de faixa de uns moleques lá na academia o que me obrigou a não ficar muito tempo praticando.

Sábado eu fiz exatamente dez lutas. Machuquei o dedão do pé, a canela, a mão esquerda e o anti-braço esquerdo. Tudo normal.

Assisti o Mullholland Drive, do Mr. Lynch. Não comentarei agora. Gostou? É.....é..... é, gostei sim.

Bom, resumindo não tenho tido tempo de postar nada muito interessante. O tempo que fico em casa tento descansar e curar as feridas. Internet, com irmãos de férias, tem sido quase impossível.

Só um comentário: Existem pessoas que te conhecem, pessoas que não te conhecem e pessoas que pensam que te conhecem. Na terceira categoria se inserem aqueles que eu mais abomino, que eu execro, que não quero mais nenhum tipo de contato que vá além do tradicional Oi, como vai?

Cheio de ódio no coração pelas coisas que ando ouvindo ao meu respeito, digo: Me deixem em paz!

Senhor da Guerra, Renascendo....