sexta-feira, janeiro 17, 2003


Eu adoro o Meyer por que ele se parece um pouco comigo (Narcisismo mesmo - o cara só é bom quando se parece em algo com você). Me dá uma leve cutucada pelo meu post Auto-ajuda abaixo e depois me presenteia com uma figura magnifica de um Senhor da Guerra. Você acaba gostando mais do cara por que sua 'raiva' inicial quanto ao comentário se potencializa e se tranforma num agradecimento quase babaca e: Olha, que legal que o cara fez pra mim (snif, snif).

senhordaguerra.jpg

Mas eu gostei de verdade e também não liguei pro comment. Ficou meio babaquinha sim mas é melhor ser um babaca que ajuda os outros do que receber mega-conselhos-de-pessoas-experientes que no fundo so querem ver você se fudendo.

Novamente obrigado

terça-feira, janeiro 14, 2003


Minha Viagem à Bahia Parte II - Os Hippies

Continuando a saga Rafão na Bahia......

Outras figuras dominantes em Trancoso são os hippies. Como estávamos ao ar livre, eles nem fediam e nem cheiravam tanto. De fato, a presença desta comunidade só foi notada por mim depois que os manos foram embora da cidade. Eles, ao ar livre, quase se misturam à paisagem natural.

Guia: Agora vejam. À minha direita a Igreja de Trancoso, fundada no século XVII.....

Turista: Onde?

Guia: À minha direita. Entre a árvore, o cachorro e o hippie.....

Turista: Vi

Pois é, os hippies se misturam à fauna e a flora de tal modo que só se percebe a presença deles quando se está contra o vento e eles estão à sua frente. Nem quando eles cagam ou mijam na areia da praia se dá muita atenção, como se vissemos cachorrinhos fazendo suas necessidades ao ar livre.

Bom, de fato eu gostei mais da presença deles do que dos manos, que fazem muita algazarra. Hippies de lá não bebem nos botecos que eu bebia, mas pra quê beber se eles tinham um arsenal infinito de maconha. Os hippies de lá não conversam com você, porque eles mal mal se lembram dos próprios nomes, quanto menos saber que eles próprios falam. Os hippies de lá não frequentam rave's, trance's e qualquer outra festa que não toque Jetro Tull ou Led Zeppelin. Eles são amigáveis e tranqüilos, quietos nos seus cantos, menos a turminha hippie do Calendário Maia......

desculpem interromper mas estou temporariamente cego.... por causa de uma conjuntivite nos dois olhos que peguei lá......
termino amanhã......

merda de olho.....

Minha Viagem à Bahia Parte I – Os Paulistas

Como a maioria sabe fui pra Trancoso. Sai de BH no dia 29 e chegamos lá no mesmo dia. Não vou ficar aqui contando onde fui, quando e etc’s que não interessam à maioria. Vou sim contar algumas partes peculiares desta viagem que foi, no frigir dos ovos, muito interessante.

O primeiro assunto ao qual me dedicarei é: os paulistas. Bom, há uns 5 anos atrás fui para Dunas de Itaúna. Cidadezinha legal mas com um grande problema: cheia de manos. Em 1999/2000 fui pra Nova ‘Viscosa’ e depois pra Salvador. Em Nova Viscosa tinha muitos manos também, em Salvador menos (por isso que Salvador foi du caralho). Este ano 2002/2003 resolvemos, a Patroa e eu, irmos pra Trancoso, que segundo ela era uma cidadezinha muito tranqüila, reduto de hippies, território livre, sem asfalto e ainda intocada pelos ‘males’ da civilização.

Mal sabíamos que este ano haviam inaugurado um Club Med lá. Resultado: Paulistas mil. Mas você não gosta de paulistas? Não, gosto sim, mas com eles alguns problemas vem agregados. Para minha surpresa e da patroa Trancoso estava com asfalto até sua entrada. Há dois anos eles tinham reformado toda a estrada que vai de Eunápolis, passando por Arraial Deus me Ajuda até Trancoso. Motivo: Ricos queriam conhecer a cidade e o Club Med.

A patroa havia me dito: Está estrada eu até sabia mas Trancoso ainda é de ruas de terra. Beleza, chegamos na cidade e para nossa surpresa toda ela estava com ruas de pedrinhas, até melhor que Búzios. Resultado: mais turistas, mais carros e mais paulistas. Desconfigurou a cidade! Disse minha patroa indignada. Quando vim aqui a 3 anos atrás não era nada assim!

Chegamos e começamos a andar pela cidade. Bares tradicionais haviam sido fechados. Cartazes anunciavam Rave’s, Trance’s e etc. Havia restaurantes cinco estrelas, mais lojas chiques, bares ‘a nível de’ São Paulo. Pousadas que cobravam 500 reais a diária para o casal. Putz, Putz, mil vezes Putz. Havia menos hippies. Agora os maconheiros da cidade, que podem fumar tranqüilamente pelas ruas, usavam bermudinhas Guess, camisas Pólo Ralph Lauren e aqueles tênis pós-modernos. Ué, meu bem, cadê os hippies fedorentos?

Sei lá.

De repente me chegam no Quadrado (point da cidade) dois Land Rover e me descem aqueles manos riquinhos da alta burguesia de São Paulo. Cada um dirigindo um carro e dizendo assim:

Fernando, liga seu motorola no canal 5 que a gente se comunica, certo?

Certo

Os caras estavam com walk talkies motorola numa cidadezinha que se resumia a uma praça. Putaquilpariu. Vamos beber? Disse eu. Quanto é a cerva?

4 reais

O quê?

4 reais.

3,50 a Antártica.

Fala sério


Ta. Não vou beber uma cerveja a 4 reais. Vamos passear e conhecer os bares. O tal do Buddha Bar é legal, disse um amigo da minha irmã. Lá era todo cheio de almofadas, poltronas, sofás, espalhados pelo ambiente, tinha até cama lá. É super confortável. Chegamos lá e o que vimos? Tudo diferente, mesas decoradas com copos de cristal, velas chiquerrimas, mesas de sinuca, luzes de laser e muitos manos playboys.

Ou, mas aqui não tinha tanto paulista a pouco tempo atrás.

Vamos então em uma festa. Tem duas. Uma é no Bar Bahia Bonita (Cerveja 3,50, Trance, na beira da praia). E a outra era no Bar Vegetal (Cerveja 3,50, Trance, na beira da praia). Ou seja, as duas festas eram idênticas. Só um detealhe na primeira festa o preço para entrar era 15 reinaldos, na outra era de graça.

Fomos caminhando até a praia. As músicas pareciam idênticas mesmo só que no lugar onde era 15 conto estava lotado de manos na porta, no outro bar estava vazio. Será coincidência? A partir daí comecei a reparar que toda festa que era de graça os paulistas não iam, só nas que cobravam 15, 20 reais.

Fomos para a praia dos Espelhos um dia. Conversei com um cara de São Paulo que concordou comigo: tudo que paulista põe a mão fica caro. Torta de Chocolate 6 reais, Blood Mary 8 reais, doze de Vodka 7 reais, Bohemia 4 reais, cigarro Hollywood 2 reais. Qualé!

No dia 02 a paulistada foi embora, afinal tinham que trabalhar. Fomos pra praia. Quanto é a cerva?

3 reais

Ué, mas ontem era 4?

Baixou o preço


Foi incrível. Depois que os paulistas foram embora tudo na cidade baixou de preço. Tudo mesmo. Saíram os manos riquinhos e começaram a chegar os hippies. Um sanduba que era 7 reais baixou pra 4,50. Um colarzinho que antes era 5 foi pra 3. Aí a viagem começou a ficar legal.

Ano que vem vou fazer um pesquisa na internet para descobrir onde irá ser o quente do verão pros paulistas e vou tomar a direção oposta. Tomara que eles não queiram ir pra Itacaré porque é pra onde estou querendo ir.

Senhor da Guerra, cutucando a 'locomotiva' do Brasil